Joey Uliana nas asas do saber

Joey Uliana nas asas do saber

Joey Uliana nas asas do saber

    A busca pelo conhecimento é essencial em todas as etapas da vida e despertar isso em nossos alunos é algo natural, já que o saber é um dos quatro valores fundamentais do Positivo.

  O nosso ex-aluno José Carlos “Joey” Uliana é um exemplo incrível de como se pode chegar longe através da educação e contou para nós como conseguiu realizar seu sonho.

  “Sempre quis ser piloto de avião. Sempre! Meus pais dizem que uma das primeiras palavras que aprendi foi "aaavão" (traduzido do Completo Dicionário do Vocabulário de Bebês: "avião"). A palavra era normalmente seguida pelo meu pequeno dedo indicador apontando para as aeronaves que, vez ou outra, cruzavam os céus do sul do Brasil.

   Cresci com o sonho. Mas sonhos, assim como ideias, têm vidas extremamente curtas se não forem colocados em prática, tendendo a se perder no tempo, virando lembranças melancólicas.

   Meu pai não era a favor a minha ideia de ser aviador por vários motivos, principalmente porque tinha perdido seu melhor amigo em um acidente aéreo. Nesse sentido, não podia contar com o apoio daqueles que eram mais próximos de mim: minha família. Mesmo assim, eu pensava, "obedecer sempre, desistir, jamais”.

   Em 1982 meus pais tomaram uma decisão que mudou completamente a minha vida. No intuito de fortalecer minha educação, eles me matricularam no Colégio Positivo, em Ponta Grossa.

   Para um pré-adolescente, mudar de escola não é uma experiência fácil. Assim mesmo, lembro-me claramente quando tive meu primeiro encontro com o diretor da escola. Ivo Carraro aproximou-se de mim com um sorriso que dizia "bem-vindo”, e um aperto de mão que me trouxe confiança.

   Você já deve ter ouvido a frase "conhecimento é poder”, não é mesmo? Na busca de fortalecimento das minhas convicções, a primeira lição foi bem dura. Aquele primeiro ano no Positivo exigiu muito de mim. Tive que reaprender a aprender. O nível de ensino que me foi proporcionado era muito superior ao que eu havia recebido até então.

   No ano seguinte, passei a frequentar o Colégio Positivo em Curitiba, porque Ponta Grossa não tinha escola de aviação e eu estava começando - quase que secretamente - minhas aulas de piloto privado no Aeroclube do Paraná.

   Foi no Positivo que encontrei professores que viram minhas asas e me deram o primeiro empurrão pra fora do ninho. Ficava sonhando acordado nas aulas de Geografia do professor Hamilton. Ah, como gostaria conhecer os lugares que ele descrevia.

   Durante o Terceirão, em 1984, me vi em uma encruzilhada. Todos os meus colegas de classe estavam estudando muito para o vestibular, visando cursos como Medicina, Odontologia, Direito e Engenharia. Eu também queria estudar com aquela dedicação toda, mas fui confrontado com um "pequeno" problema: o curso que eu tanto almejava fazer não existia no Brasil naquela época. Na verdade, não tinha nem nome em Português. Era chamado "Aviation Science" e era oferecido por poucas universidades no mundo.

   Mas a que eu queria estava a anos luz do meu alcance.  A Embry-Riddle Aeronautical University era conhecida como a ‘Harvard dos Céus’ e tinha um slogan: "Para ser excelente, você deve aprender com os melhores”.

   No final do Terceirão me sentia desolado. Eu tinha todo o conhecimento para brilhar no vestibular, mas não tinha um vestibular pra brilhar. Foi então que, em uma conversa com três dos meus professores prediletos, o desafio foi lançado: "só você pode provar a si próprio do que é capaz”, me disseram.

   Não fiz vestibular “só por fazer” naquele ano. Resolvi me dedicar ao aperfeiçoamento da fluência de meu Inglês e no acumulo das horas de voos.

   Ano após ano, eu fazia o pedido de bolsa de estudo para a Embry-Riddle Aeronautical University, mas a resposta era sempre negativa. Até o dia que resolvi usar a criatividade brasileira e fui me “apresentar à universidade”.

   Depois de um ano morando nos Estados Unidos, fui aceito em uma universidade de pequeno porte e lá eu usei todo o conhecimento adquirido no Positivo para atingir uma GPA (Grade Point Average - nota média) que chamasse a atenção da Embry-Riddle.

   Consegui uma bolsa de estudo parcial e depois de cinco anos de muito suor (estudando e trabalhando ao mesmo tempo) consegui me formar com honras "summa cum laude” em Ciências de Aviação com ênfase em Segurança Aeroespacial. Fiquei em primeiro lugar entre 371 alunos.

   Após me formar, o conhecimento mostrou de novo seu poder e consegui a carreira que sempre sonhei: fui piloto da Federal Express por 17 anos e hoje piloto para a empresa de processadores e chips de computadores Intel.

   Claro que a história é mais detalhada e não termina por aqui, mas se não fosse a base adquirida no Colégio Positivo, não existira uma história, um aqui, ou sequer um saber.

   Sou muito grato por poder ter me tornado um dos muitos resultados positivos dos seus 45 anos. Que venham mais 45 anos transformando conhecimento em progresso.

   Obrigado Positivo. É uma honra ter feito parte dessa história.”

 

                                                                                                               José Carlos “Joey” Uliana Jr, piloto da Intel e ex-aluno Positivo.